A boa vontade aqui termina onde começa a necessidade de mexer a peida, o que pode demorar o seu tempo na maioria dos casos.
PROBLEMA: Escolha difícil entre umas colunas de som bonitas e outras não tanto, mas de marca.
PEDIDO: Ligar as colunas que estão em exposição, fora da caixa e prontas para isso, para perceber se a diferença de qualidade é relevante.
RESPOSTA: Dá muito trabalho. Há muitos cabos [o de corrente e o que se liga ao computador, ambas as fontes perto] Não tenho tempo [falou calmamente até lhe pedirmos para ligar as colunas] Há muitos clientes na loja [eram mais três. atendidos]
PROBLEMA: Procuro um filme de Wim Wenders chamado Lisbon Story na fnac.
RESPOSTA: Ah. Não há na Grécia. (e volta a falar ao telefone)
PEDIDO: Pode mandar vir?
RESPOSTA: (depois de premir duas ou três teclas) Não têm.
PEDIDO: Sei que pelos menos em Portugal há. Não pode mandar vir de lá?
RESPOSTA: Não. Não há nada a fazer.
28.1.07
3.12.06
atenas, ena ena!
Ui já lá vão dois meses certinhos desde que me dediquei de facto a escrever qualquer coisa aqui.
Entretanto:
- Mudei de casa
- Fiz anos
- Fiz anos mais ou menos outra vez (é que dia 30 de novembro é o dia de Sto André e toda a gente me dá os parabéns)
- Atravessei a estrada tres vezes na passadeira (até perceber que as riscas brancas só são pintadas por ficarem bem na foto, porque nenhum caroo para verdadeiramente para os peões passarem)
- Já comi 67 pitas com variados ingredientes. (isto porque as pitas consigo contar, se fossemos a contar as latas de cerveja, ou copitos de uzo...)
- Tive uma visita
- Fui à praia
- Fui a Corinto
- Fui a uma aldeia no Peloponeso
- Fui dar um saltinho ali ao lado à Itália
- Fiz amigos
- Apanhei três dias de chuva
Enfim, vão clicando que há fotos para ver e eu até fiz um site bonito cheio delas.
- Mudei de casa
- Fiz anos
- Fiz anos mais ou menos outra vez (é que dia 30 de novembro é o dia de Sto André e toda a gente me dá os parabéns)
- Atravessei a estrada tres vezes na passadeira (até perceber que as riscas brancas só são pintadas por ficarem bem na foto, porque nenhum caroo para verdadeiramente para os peões passarem)
- Já comi 67 pitas com variados ingredientes. (isto porque as pitas consigo contar, se fossemos a contar as latas de cerveja, ou copitos de uzo...)
- Tive uma visita
- Fui à praia
- Fui a Corinto
- Fui a uma aldeia no Peloponeso
- Fui dar um saltinho ali ao lado à Itália
- Fiz amigos
- Apanhei três dias de chuva
Enfim, vão clicando que há fotos para ver e eu até fiz um site bonito cheio delas.
3.10.06
Sutudemura
"O diásimos portogálos arxitektonas."
Já perceberam de quem estou a falar?
Não? Bem, eu ajudo. Anunciam-no como "O Famoso Arquitecto Português", e chamam-no Sutudemura. Sim, esse mesmo, Souto de Moura, o Grande. Mais ou menos...
Já faz algum tempo agora, fui ver uma conferência deste senhor, falada em italiano e traduzida em grego.
Olha que bom.
Já perceberam de quem estou a falar?
Não? Bem, eu ajudo. Anunciam-no como "O Famoso Arquitecto Português", e chamam-no Sutudemura. Sim, esse mesmo, Souto de Moura, o Grande. Mais ou menos...
Já faz algum tempo agora, fui ver uma conferência deste senhor, falada em italiano e traduzida em grego.
Olha que bom.
23.9.06
I ♡ FETA
É um caso de amor nacional. Ou talvez um já longo casamento que nunca perdeu a chama. Os gregos adoram o seu feta!
No mais pequenito recanto comercial, o grego monta o seu estaminé: uma vitrina recheada de coisas recheadas de feta. Há uns folhados que fazem um delicioso e barato almoço. Quer sejam em forma rectangular, oval, triangular ou até em caracol, eles têm... sim, feta.
Comprei alegremente um pãozito, para comer com manteiguita. Qual a minha surpresa quando, ao abrir o dito, encontro quadrados de feta. Mas enfim, diz que tem muitas propriedades benéficas, embora eu não me recorde de nenhumas para vos dizer, assim de repente.
Espero que nunca atinja o fervor a que chegou a paixão do Mundo pelo Aloé Vera, senão qualquer dia vejo-me a comer iogurtes com sabor a feta (afinal, queijo e iogurte não estão muito longe um do outro), a lavar a roupa com uma gotinha de amaciador-feta, ou mesmo a limpar o... enfim, a usar papel higiénico com feta, de comprovada eficácia no combate a qualquer aspereza desagradável e com um simpático aroma a gado.
No mais pequenito recanto comercial, o grego monta o seu estaminé: uma vitrina recheada de coisas recheadas de feta. Há uns folhados que fazem um delicioso e barato almoço. Quer sejam em forma rectangular, oval, triangular ou até em caracol, eles têm... sim, feta.
Comprei alegremente um pãozito, para comer com manteiguita. Qual a minha surpresa quando, ao abrir o dito, encontro quadrados de feta. Mas enfim, diz que tem muitas propriedades benéficas, embora eu não me recorde de nenhumas para vos dizer, assim de repente.
Espero que nunca atinja o fervor a que chegou a paixão do Mundo pelo Aloé Vera, senão qualquer dia vejo-me a comer iogurtes com sabor a feta (afinal, queijo e iogurte não estão muito longe um do outro), a lavar a roupa com uma gotinha de amaciador-feta, ou mesmo a limpar o... enfim, a usar papel higiénico com feta, de comprovada eficácia no combate a qualquer aspereza desagradável e com um simpático aroma a gado.
21.9.06
19.9.06
Modern Greek for Dummies #1
Estão a ver o Alfabeto? AB... Enfim, Alfa... Beta? Em que o Alfa é um A e o Beta é um... V!
Há mais: um P é um Ró e lê-se R e na verdade um H é um Ita e lê-se I, embora não seja a única maneira de fazer esse som. Há, de facto, cinco maneiras diferentes de dizer I. Com o Ita, o Iota e o nosso familiar I-Grego, ou Ípsilon, mas também com conjunção de letras. Assim, um EI e um OI soam a I, embora se fosse um AI ler-se-ia E. Mas já que abordámos o assunto do I-Grego, quero chamar a vossa atenção para um pequeno busílis: o I-Grego só é o I-Grego que todos conhecemos e amamos na forma maiúscula, já que se virem qualquer coisa como um y, é um gama e não gosta de ser confundido. O I-Grego minúsculo toma uma forma parecida à de um u, mas não é um U! O som U forma-se com um Ómicron e um Ípsilon (OY). Se estiverem a fazer compras na Rua Augusta cá do sítio, em EPMOY, não estão em EPMOI, mas em ERMU. Voltemos ao início: o Beta. Perguntem-se "Como vivem os gregos sem o som B?!" e perguntam legítimamente, pois não vivem. Para isso juntam duas letras, um Miú e um Pi. Assim temos que, se quisermos ir a um Bar beber sumo de... Banana, entraríamos num sítio chamado rigorosamente MΠAP e na garrafa de sumo leríamos MΠANANA.
Uma vez na Grécia, antes de pensarem "HEY! Eu conheço aquela letra! Afinal o grego não é assim tão diferente!", pensem outra vez, é provável que estejam a ler mal.
Há mais: um P é um Ró e lê-se R e na verdade um H é um Ita e lê-se I, embora não seja a única maneira de fazer esse som. Há, de facto, cinco maneiras diferentes de dizer I. Com o Ita, o Iota e o nosso familiar I-Grego, ou Ípsilon, mas também com conjunção de letras. Assim, um EI e um OI soam a I, embora se fosse um AI ler-se-ia E. Mas já que abordámos o assunto do I-Grego, quero chamar a vossa atenção para um pequeno busílis: o I-Grego só é o I-Grego que todos conhecemos e amamos na forma maiúscula, já que se virem qualquer coisa como um y, é um gama e não gosta de ser confundido. O I-Grego minúsculo toma uma forma parecida à de um u, mas não é um U! O som U forma-se com um Ómicron e um Ípsilon (OY). Se estiverem a fazer compras na Rua Augusta cá do sítio, em EPMOY, não estão em EPMOI, mas em ERMU. Voltemos ao início: o Beta. Perguntem-se "Como vivem os gregos sem o som B?!" e perguntam legítimamente, pois não vivem. Para isso juntam duas letras, um Miú e um Pi. Assim temos que, se quisermos ir a um Bar beber sumo de... Banana, entraríamos num sítio chamado rigorosamente MΠAP e na garrafa de sumo leríamos MΠANANA.
Uma vez na Grécia, antes de pensarem "HEY! Eu conheço aquela letra! Afinal o grego não é assim tão diferente!", pensem outra vez, é provável que estejam a ler mal.
17.9.06
Glossario
Começo o blog com um pequeno Glossário para que a futura utilização do mesmo seja mais fácil, e portanto, mais prazerosa.
Atenas: grande, desorganizada e porca.
Arqueologia: Aqui há pedras muito velhas. Consta.
Arquitectura: As pedras velhas são bem mais interessantes que as novas.
Café: Os gregos adoram café! Um bom café tem pelo menos 20 variedades no menu, os aeropostos cumprimentam-nos com publicidade ao popular frappé da Nescafé, as senhoras chiques seguram numa mão mala e a trela do caniche, e na outra um copo de plástico coberto com uma abertura para a palhina e sorvem alegremente o frappé. O café dito grego, afinal é turco, e nao se dissolve, fica todo no fundo da taça e sabe a terra. O mínimo por um café é 3 euros, seja qual for a forma.
Ensino Público: Juro que não sabia o que era até vir para aqui. Um dia conto-vos.
Erasmus: Férias.
Estradas: Ao percorrer Atenas há que manter em mente que a vida apenas nos é emprestada por Deus Nosso Senhor, e que teremos usufruto dela enquanto não nos atravessarmos do caminho de um dos muitos condutores. (ver "vermelho")
Grego: língua ridículamente complicada. Se saírmos na estação de metro a zona pode chamar-se monastiraki, mas a paragem de autocarro já se chamará monastiron e no mapa está escrito monastiriki. Provavelmente poderíamos ainda chamar-lhe monastirion, monastirios, monastis, ou outra coisa qualquer já que eles gostam de inventar muitas terminações diferentes para a mesma coisa. Mas não sei, de facto ainda não sei nada de grego.
Gregos: até agora o melhor de Atenas. Saibam inglês ou não, fazem os possíveis para serem entendidos e por ajudar.
Greve: Férias. Há muitas aqui.
Polytechnion: A minha faculdade, um edifício do século XIX, elegantemente decadente. Com estátuas antigas aos pontapés, algumas um pouco grafitadas ou com restos de cola dos posters a anunciar festas. Gosto muito. As aulas começam lá para Outubro.
Pressa: Isso o que é, na Grécia?...
Vermelho: Para todos os efeitos, os sinais de transito estão sempre verdes até se atravessar alguém à nossa frente.
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